Em 1956 ...

Uma coisa é a ficção e outra a realidade e as conveniências de produção:
Nas filmagens destas cenas de DOIS DIAS NO PARAISO para além das barracas das quinquilharias, foram utilizados os aviões e o grande carrossel.
Os protagonistas depois de fazerem compras - um chapéu de palha e dois galos de Barcelos – reparam que ninguém anda nos “cavalinhos” de um ancião e resolveram experimentar. Feliz a protagonista interpretou uma canção onde se afirmava que “(…) a alegria está aqui à espera, venham para o Carrossel do Amor”.
Não resistindo ao “convite” - e mesmo em andamento - muitos subiram para o “carrossel do amor”.
Em “a” na zona onde actualmente está a Biblioteca Municipal - e praticamente no mesmo local onde passa a estrada de acesso à A8 em “e” - ficava um arruamento onde se alinhavam as “barracas de quinquilharias”.
Na imagem “b” vê-se o grande carrossel que esteve montado no local mostrado em "d" em frente da garagem anexa ao edifício de “O Pinheirinho”.Em “c” - onde decorreu a cena final dos protagonistas - pode ver-se ao fundo a “barraca” de um fotógrafo que era utilizada como camarim de Milú, instalada na zona onde se encontra a actual rotunda.
"O carrossel do amor” esteve montado na zona do actual estacionamento, mostrada em "f".
De Lisboa - com o material e a equipa técnica e artística - veio também uma camioneta de figurantes (os que subiram para o carrossel) a que se juntaram - por convite da produção - algumas pessoas de várias idades da Venda do Pinheiro.
Do antigo Largo de Santo António da Venda do Pinheiro - cenário das cenas referidas de DOIS DIAS NO PARAISO - pouco ou nada resta.
Só as memórias de alguns e... estas imagens.


